12.4.05

"O Lobisomem em sua encarnação racional é fastidioso, de pouco alimento, recusando quase tudo, amando comidas salgadas, picantes, tendo constantes bocejos, náuseas (pelo gosto do sangue, dizem os sertanejos, que lhe fica na boca), espreguiçamentos lentos e contínuos e uma sede obstinada. Também é homem 'permanentemente fatigado', na frase de Euclides da Cunha. Anda vagarosamente, com gestos de tédio, indiferente, apático, encolhido, sob a máscara duma face amarela e baça. (...)" (Luís da Câmara Cascudo, Geografia dos mitos brasileiros, p. 187)

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